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Entrelinhas de Mulher

Quem não ajuda, não atrapalha! 


Quem não ajuda, não atrapalha!

Saudações!
Esta semana uma conversei com uma amiga. Papo vem, papo vai, contou-me, empolgada, que conseguiu uma oportunidade de trabalho incrível, fora do Brasil.  Um projeto bem remunerado, que permitiria um novo olhar no exercício de sua profissão e, de quebra, uma grande aventura que durará 1 mês.  Maria* tem uma linda filha de seis anos e por contar com o apoio incondicional dos pais, sentiu-se segura para aceitar a proposta.
 Visual Hunt

E tua filha Maria?

Quando soube das boas novas, vibrei com ela! Achei o máximo o universo enviar este convite para expansão de suas ideias e de sua alma.  Ela contou mais alguns detalhes que confirmaram minha percepção que não era um convite e sim O convite.
Quase no final da narrativa, ela disse: “E Dani, a parte que vou te contar agora, devia virar um texto seu!”.
Pensei com meus botões: o que será que vem por ai?
Ela esclareceu: “Dani, ninguém me perguntou o que eu ia fazer ou o porquê de eu ir… Ninguém quis saber se este projeto era ou não uma realização profissional! Ninguém perguntou o que eu poderei fazer de legal, para a minha filha, com a grana que vou conseguir juntar! A única coisa que as pessoas falaram foi: e tua filha Maria? Vai deixar ela sozinha um mês? “
Ou: “nossa, como uma mãe consegue ABANDONAR a filha por um mês? Como você tem CORAGEM de LARGAR sua filha com sua mãe, e por ai afora!”
 Só respondi: “ é surreal a reação das pessoas minha querida!”.
 Ela continuou: “ E o pior, foi que outro colega está indo nas mesmas condições que eu! E ninguém perguntou se ele tinha coragem de largar os filhos! Ninguém disse que ele era um pai desalmado que abandonaria a família por eternos 30 dias! Pelo contrário! Todos deram parabéns! Incentivaram a viajar! Comentaram que poderão surgir novos convites! Desejaram SUCESSO!  Eu fui julgada e condenada enquanto meu amigo foi aplaudido PELA MESMA SITUAÇÃO! E pense, a maioria das pessoas da nossa equipe são mulheres.
 Você não acha isso injusto?”.
Concordei prontamente que era muito injusto e que ela deveria focar em tudo de bom que esta viagem traria para ela e filha. Que deixasse de lado tudo o que não agregava valor ou que não contribuísse. E disse que sim, que esta situação merecia um texto, com certeza. (E aqui está minha querida amiga!)

 Um texto para Maria*

Depois que desligamos, lembrei das vezes que fui viajar a trabalho e que me senti culpada por deixar meus filhos. De quantas vezes eu ligava para saber se estava tudo bem. De quantas vezes ouvi de colegas e familiares que meus filhos sofriam pela ausência da mãe. De quantas vezes escutei as mesmas perguntas e as mesmas frases de “apoio” que minha amiga escutara.
Lembrei de amigas que não viajam um mês, mas sim todos os meses e que são excelentes mães!
Lembrei das minhas amigas que criam seus filhos, sozinhas, com amor e responsabilidade, mas que não podem ir a um barzinho no final de semana porque são taxadas de “mães desnaturadas”…
Lembrei de tantas mulheres… de tantas situações… de tantaaaaaaaaaaaaaaassssssssssssssssssss cobranças e julgamentos!
Senti que devia escrever… Mas havia tanto para se falar que não sabia por onde começar…
Primeiro, pensei em escrever um tratado falando sobre feminismo, falar sobre uma sociedade machista, que imputa culpa às mulheres e as mães. Comentar sobre a sobrecarga que a mulher carrega ou ainda como as questões afetas aos filhos são, majoritariamente associadas às mães, como se os pais fossem coadjuvantes…
Depois mudei de ideia… imaginei que isso seria “chover no molhado”. Tudo mundo sabe, todo mundo fala sobre isso mas são poucxs os que praticam esta igualdade entre os gêneros. Ainda não são todas que praticam a sororidade.
Entendi então, que eu poderia contribuir mais, se pudesse sugerir atitudes bacanas para a situação em questão. Atitudes que pudessem inspirar outras pessoas, especialmente outras mulheres.
Recriei a situação mentalmente!
Na minha cabeça, o novos diálogos seriam assim:
-”Maria, parabéns! E conte comigo! Como nossas filhas estudam juntas, eu posso levá-la para casa todas as tardes!”
 
– “Amiga, que sensacional! Vai tranquila! Vou buscar sua filha no primeiro final de semana para ficar brincando em casa com meus filhos! A gente vai se divertir bastante!”
 

– “Guria! Que tudo! Como você está se organizando, posso ajudar em alguma coisa?”

 

 – “Aproveite esta oportunidade ao máximo! Por você e pela sua filha! Que orgulho ela vai ter dessa mãe tão corajosa!”

 – “Pode ir tranquila, eu tomo conta de sua filha pra você amiga!”.

Ou simplesmente:
– “Parabéns por ter sido selecionada! Desejo que dê tudo certo! Sucesso!”
Porque né? Quem não ajuda, não atrapalha!
Vai com tudo garotinha! O mundo é todo seu!
Tenho certeza que você vai conseguir equilibrar seus papéis de mãe e profissional!
Conte comigo!
 Com Amor,
Dani
* o local da viagem não foi mencionado e o nome da minha amiga foi trocado assegurar a privacidade dela e sua filha!

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