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Entrelinhas de Mulher

Independência ou morte


Independência ou morte

Esta semana foi muito festiva! Comemorei meus 46 anos, lancei meu novo site e, de quebra, teve o feriado da independência brasileira. Bom demais!
Na minha mente de escritora enxerguei como tudo isso fala sobre a minha própria história!

A história da história

Domínio público

A história nos conta como Dom Pedro na margem do Rio Ipiranga, em seu belo cavalo, levantou sua espada e disse a célebre frase: “Independência ou Morte” que mudou os rumos do Brasil.
Mas, foi um brado e não um comando mágico a la Harry Potter. No minuto seguinte, tudo continuou exatamente como era antes!
Creio que ele deve ter voltado pra casa e começado a tomar uma série de medidas para que a independência se consolidasse!

A história da Dani

Fiquei matutando quando foi que declarei a minha independência… Acredito que foi por volta dos 26 anos de idade.
Eu me sentia escravizada pelo meu peso, não tinha gosto por nada e queria ser uma mãe melhor pra minha filha e uma esposa mais companheira para meu marido!
Procurei a terapia e foi duro enxergar o quanto eu era responsável pelas dores que sentia, o quanto eu me deixei ser “colonizada” e fazia  somente o que os outros esperavam de mim… Foi difícil perceber quanto fui escravizada pelo “sim” que disse querendo dizer “não”.
Foi doloroso e ao mesmo tempo libertador entender que eu era a única responsável pela minha felicidade!
Foi surpreendente entender que se a Dani Dani não fosse feliz e plena, não havia como a Dani Mãe e a Dani Esposa serem melhores. Há um sistema de interdependência entre a nossa alma e nossos papéis sociais. Se a alma não sorri, todos seus reflexos são cinzas.

Bradei as margens do rio da Vida

Compreendi, a duras penas, que eu tinha duas escolhas: ou me libertava de tudo aquilo que me fazia mal ou era morte na certa.
Morte da minha essência, morte do brilho dos meus olhos, morte da minha capacidade de sonhar, morte do futuro lindo que eu podia ter!
Guardei meu medo na bolsa e gritei aos 7 ventos: independência ou morte!
Decidi por mim! Decidi pela vida! Decidi pelo arco-íris da minha alma!

E declarar a minha independência foi o início da minha mudança! Mais que um brado, uma decisão! Mais do que uma decisão, a conscientização de que essa tal independência é processual!
Foi (é) uma construção! Uma caminhada comigo mesma rumo à liberdade!

Fiz a bariátrica, continuei na terapia, tive mais um filho, passei em um concurso público, descobri que amava o sol, aprendi a cozinhar, aprendi a dar valor as pessoas e momentos especiais, fiz mais uma pós, fiz pnl e descobri o coaching!
Entendi que o quê os outros são não determina quem eu sou, aprendi a dizer sim e não sem culpa, compreendi que todas as pessoas são frutos de uma história e são o melhor que sabem ser, sigo com uma formação de coaching para crianças e entendi, finalmente, que ser feliz é uma decisão que tomamos a cada amanhecer!
Dias de lutas! Dias de glórias!
São quase 20 anos da declaração da minha independência pessoal que me permitiram viver os anos mais felizes da minha vida!

Nesta data tão importante para nosso país, desejo que cada mulher seja capaz de declarar e viver o seu processo de independência pessoal.
Independência significa viver com liberdade e de acordo com nossas verdades!
Que nada nos aprisione: nem pessoas e nem padrões!

 

Beijos,
Dani

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