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Entrelinhas de Mulher

Um papo com a mamãe no dia dos papais


Sei que hoje é dia dos pais. Em vez de escrever um texto homenageando nossos pais e companheiros, resolvi escrever sobre como esta mudança de status – de marido a pai dos meus filhos – aconteceu na minha vida.
Compartilharei minhas experiências objetivando unicamente que alguma irmã se beneficie de alguma forma com a minha experiência.
Acredito que todo exemplo ensina. Uns ensinam o quê fazer e outros tantos o quê não fazer.
Entonces, que assim seja! Se você se identificar com minha fala, aproprie-se das minhas considerações. Caso contrário, você já sabe o que não fazer. E é também um bom começo!

Dani – a mulher que virou mãe

A experiência da maternidade me modificou profundamente. Minhas prioridades mudaram, minha forma de ver o mundo mudou, minha alma se ampliou proporcionalmente a minha capacidade de amar.
E talvez seja esse o grande mistério que envolve todas as mães: o amor incondicional.
Pelos meus filhos sou capaz de matar e morrer! Sou leoa feroz, sou o aconchego, sou a personificação do lar!
Desde o momento que o exame deu positivo, eu já me senti mãe. Fiquei como uma boba alisando a barriga mesmo quando ela ainda nem se fazia notar. Vibrei com cada pulo do bebê e me apavorei na ausência das mexidas na barriga. Senti a vida, literalmente, pulsar dentro de mim!
E o pai? Bom, o pai foi para segundo plano imediatamente. Ou talvez terceiro, quarto! Primeiro o bebê, depois o bebê, aí eu e por último o papai.
Mas ele super-entendeu! Irradiou felicidade, cuidou da mim com todo carinho, participou das fotos do book, ajudou a escolher os móveis, incentivou-me a fazer um lindo chá de bebé e aguardou ansiosamente o nascimento.

Cenas dos próximos capítulos

As cenas dos próximos capítulos foram mais complexas. Eu me sentia gorda, feia, fedida de leite, extremamente cansada e achei que nunca mais ia dormir na vida.
O tempo foi passando, eu me adaptei a vida de mãe, voltei a trabalhar (cheia de culpas mas voltei) e me sentindo cada vez mais sobrecarregada e sozinha.
E por muito tempo foi assim! Eu esgotada e me sentindo só!
Hoje, consigo perceber que não permitia que meu marido criasse a minha filha junto comigo.
Chocante né?
Eu reclamava que ele não ajudava em nada, não dava banho, não ficava com ela e que não cuidava dela como eu!
Eu, no auge da síndrome da mãe perfeita, queria que ele fizesse todas as coisas do meu jeito! E claro que isso não acontecia…
Ele ajudava como ele sabia, dava banho do jeito dele, cuidava do jeito dele…
Percebi uma verdade dura: eu não deixava ele participar porque ele não fazia com a perfeição que eu exigia.
Éramos muito diferentes! Eu superprotetora, ele mais livre. Eu agasalhava, ele descobria. Eu acompanhava no parquinho, ele dizia que tinha que se virar.
De formas que eu não pedia mais nada justamente para poder fazer as coisas do meu jeito.
Então, quando a Manu estava com mais autonomia, engravidei do Lipe.

Algo errado não estava certo

Percebi que algo errado não estava certo… Demorei um pouco para entender que é essa diversidade que dá o tempero na educação da criança. Essa união de mundos, muitas vezes tão distintos, que se potencializa, tornando-se um lindo universo.
Graças a minha amada terapia e meu amado processo de coaching, comecei a entender que eu nunca seria perfeita, que não estava sempre certa em relação às crianças, a respeitar as nossas diferenças e que ele podia me ajudar muito pois no equilíbrio dos nossos extremos estavam os nossos filhos, usufruindo do que nós tínhamos de melhor.

Deixei ele ser pai

Por fim, rendi-me! Deixei ele ser pai! Permiti que ele fizesse as coisas do jeito dele também. Confiei nele! Abri espaço na nossa relação para mais diálogo, permiti-me aprender com ele, decidimos as coisas juntos e posso afirmar a cada uma de vocês: foi o melhor que pude fazer por nossa família!
O pai tem uma importância enorme na vida e na formação da criança! A mãe é o porto seguro, o pai é o grande navegador – aquele que mostra o mundo para o filho!
A mãe é a raiz, o pai, as asas!

Como já mencionei no início do texto, quis compartilhar a minha saga para dar uma luz às tantas “danis” que carregam o mundo nas costas e que poderiam ser mais leves como eu sou hoje.
Não importa a idade dos seus filhos, esse esforço de reconexão e de reconhecimento de paternidade vale em qualquer etapa da vida e para qualquer estado civil!
Também e não menos importante, para homenagear este grande companheiro, reconhecendo o grande pai que ele é para nossos filhos!
Obrigada amor!

Fonte: arquivo pessoal da autora

Desejo um maravilhoso dia dos pais a todos aqueles que exercem, paciente e amorosamente, a função de pais!

Um abraço,

Danielle

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